Caro Victor,
Se você é um escritor por profissão e escrever é o seu ganha-pão, aconselho-o a não "matar" o protagonista. Isto porque o seu romance pode ser bem recebido, e torna-se mais difícil escrever uma sequela se o matar - embora, como é óbvio, não seja impossível e não seria de maneira nenhuma um caso único. Contudo, se realmente o matar e decidir escrever um segundo romance do mesmo tema, mais as pessoas se sentirão ansiosas para o ler - pelo menos eu sentiria.
A morte do protagonista podia ser interpretada como querendo dizer que o mal traz consequências, ainda que com boas intenções, e que um terrorista terá sempre o seu castigo, sendo isso talvez benéfico se lido por leitores juvenis.
Contudo, se é uma pessoa que acha que o livro é realmente o melhor amigo das pessoas (opinião partilhada por mim próprio) e acha que uma pessoa deve acabar um livro estafada como se tivesse passado uma tarde inteira num parque de diversões, acho que a reviravolta final, com a morte da personagem, seja mais indicada, pois cria até mais compaixão para com a personagem e com os seus amigos que o ajudaram nos seus actos (caso os haja). Para além disso, o tipo de final feliz, onde tudo acaba bem, apesar de ser reconfortante quando estamos já familiarizados com as personagens, é - se me permite usar esta expressão - já "muito visto", e pode até tornar-se um pouco enfadonho.
Como não li a sua obra, não sei se o terrorista é apanhado e castigado. Se não o for, sugiro-lhe a morte (que frase estranha). Mas se for de alguma forma punido ou se sofrer pelas suas acções, talvez a morte não pareça tão apropriada, pois dá um pouco a sensação de que está a fazer de propósito para o chatear :)
Espero que o tenha ajudado. Depois diga-me o título da obra para eu ver se a arranjo.
Cumprimentos,
Midas
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